terça-feira, 28 de julho de 2015

BIOTECNOLOGIA SENDO USADA PARA A CRAICAO DE MEDICAMENTOS E TAMBEM ESTUDADA EM VARIAS PARTES DO MUNDO



A Biotecnologia é uma das áreas que mais crescem no mundo. A técnica é responsável pela criação de medicamentos eficazes no combate de doenças. Por isso, a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) através da orientação do professor Francisco das Chagas Alves Lima, doutor em Química, agrega valores biotecnológicos a doutorandos do Estado do Piauí. Assim, contribuem para melhorar a saúde da população.
Um dos fatores de ascensão da Biotecnologia está na característica do uso de organismos vivos para a produção de bens e serviços, além de melhoramento genético e criação de novos produtos, que podem ser medicamentos, ingredientes para alimentos industriais, e plantas. Normalmente a técnica está envolvida nas áreas da Química, Biologia, Física e outros.
“A biotecnologia tem a capacidade de extrair algo natural de forma a aplicar em alguma doença. Hoje, se sabe que o Coco Babaçu tem várias substâncias com potenciais diferentes. Por isso, retiramos aquela substância para ter uma aplicação biotecnológica”, explica o professor orientador Francisco das Chagas.
Contando com um grupo de pesquisa na área da tecnologia citada, o professor Francisco das Chagas realiza orientações relacionadas às potencialidades naturais, ou seja, são identificadas quais plantas possuem potenciais medicinais. Dessa forma, é verificado o estado das plantas, além de identificar quais substâncias podem ser aplicadas em algumas doenças.
Com isso, as pesquisas geram demandas econômicas, sociais e biotecnológicas a sociedade. O primeiro fator, econômico, pode agregar valor a uma determinada região que contém uma planta que é cultivada.
“A comunidade será beneficiada caso seja descoberto um potencial farmacológico encontrada na substância da planta, pois para poder usá-la é necessária uma permissão da comunidade. Também podem ser instaladas indústrias farmacêuticas e o recurso será diretamente para aquela região”, afirma o professor.
O segundo, no que diz respeito ao valor social, está relacionado às patentes, ou seja, direitos exclusivos que garantem ao dono (titular) a segurança de explorar comercialmente a sua criação. “A patente pode gerar algo que será encontrado futuramente por alguma empresa. As faculdades e universidades, que são as detentoras, terão um valor mais significativo. A própria comunidade será beneficiada, pois ela vai receber um produto que é natural, regional e será aplicado diretamente”, destaca.
Dessa forma, o grupo de pesquisa já garante resultados satisfatórios, dentre eles a publicação de trabalhos. Além de levar soluções para combater a “doença de Chagas”, a “barriga d’água” e aplicações para doenças relacionadas ao sistema nervoso do corpo humano.
Pesquisa busca medicamentos contra a Doença de Chagas
A tripanossomíase americana, popularmente conhecida como “Doença de Chagas”, é tema da pesquisa “Planejamento Racional, Modificação Estrutural de Alcaloide com Aplicação Biotecnológica contra Doença de Chagas” realizada pela doutoranda e enfermeira Mayra Costa e Silva e com orientação do professor Francisco das Chagas. A doença é preocupante uma vez que inclui o alargamento dos ventrículos do coração (câmara inferior) levando a insuficiência cardíaca do indivíduo.
Segundo a doutoranda, após a realização de estudos no Jaborandi (espécie de planta) foi constatado que ela possui um alcaloide com uma atividade contra a doença de Chagas, sendo assim caracterizado na área da biotecnologia.
“Nosso trabalho é aprimorar o alcaloide para ver se ele tem uma aplicação contra a doença. Dessa forma, queremos proporcionar um novo medicamento para essas doenças que prejudicam tanto a população”, afirma.
O jaborandi é uma planta nativa no Piauí. Como a maioria das plantas, o Jaborandi possui um Alcaloide, ou seja, são substâncias que contém oxigênio na fórmula, por isso são antioxidantes e ajudam o retardo do envelhecimento, além de prevenir doenças e outros.
Com isso, a pesquisa beneficia o caráter de formação da doutoranda. “A Biotecnologia é uma nova área que estou adentrando. Estou gostando muito, pois está me proporcionando um novo olhar para algo mais evidente, real e que contribui para saúde da população”, diz.
Estudo visa formulação de remédios para ansiedade
As doenças do Sistema Nervoso Central recebem destaque através da pesquisa Bioprospecção de Atividades Farmacológicas Centrais e Avaliação Toxicológico não Clínica de Derivado Semissintético das Ripárias naturais” realizada pelo doutorando e farmacêutico Everton Araújo. O estudo tem como foco a formulação de remédios para ansiedade e epilepsia.
De acordo com o doutorando, a pesquisa utiliza da sinterização (tornar mais denso) de um derivado de uma molécula natural (Ripárias). Em seguida a substância será testada em modelos de Química Computacional. “Se os resultados forem bons, como já estão prometendo que serão, vamos testar a substância em modelos animais para validar a presença da atividade farmacológica no sistema nervoso central”, afirma.
A substância servirá como protótipo para a síntese de um novo remédio utilizado pela população no combate de doenças do sistema nervoso central. 

No entanto, a pesquisa já beneficia a formação pessoal do pesquisador. “Sou farmacêutico e professor do curso de Farmácia, então a pesquisa tem relação direta para minha formação e atuação acadêmica, pois contribui para aprimorar o meu conhecimento no que diz respeito a farmacologia do princípio ativo.

terça-feira, 7 de julho de 2015


ESCOLA DE SAÚDE

1. INTRODUÇÃO
Toda e qualquer atividade prática a ser desenvolvida dentro de um laboratório apresenta riscos e estão propensas a acidentes. Devemos então utilizar normas de conduta para assegurar a integridade das pessoas, instalações e equipamentos. É importante manusear corretamente as substâncias químicas e equipamentos com os quais se vai trabalhar, a fim de evitar acidentes pessoais ou danos materiais. Neste contexto , é necessário saber os procedimentos gerais recomendados em casos de acidentes. Este manual é destinado aos acadêmicos dos Cursos da área biológica e da saúde do Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil e tem por finalidade conscientizá-los quanto as normas de segurança, requisito básico para garantir a qualidade e a segurança no laboratório. A segurança é um direito e uma obrigação individual.
2. REGRAS BÁSICAS
  • Estar consciente do que estiver fazendo, ser disciplinado e responsável;
  • O acesso ao laboratório é restrito quando experimentos estão em andamento;
  • Respeitar as advertências do professor sobre perigos e riscos;
  • Para utilizar os produtos químicos ou equipamentos , é necessário autorização de professores, técnicos ou estagiários.
  • Manter hábitos de higiene;
  • Não é permitido beber, comer , fumar ou aplicar cosméticos dentro do laboratório;
  • Usar o guarda-pó sempre que estiver dentro do laboratório;
  • Não usar sandálias ou outros sapatos abertos,
  • Usar preferencialmente calças compridas;
  • Tomar os devidos cuidados com os cabelos, mantendo-os presos;
  • Guardar casacos, pastas e bolsas, nas áreas indicadas, e não na bancada onde podem ser danificados pelos produtos químicos;
  • Trabalhar em local bem ventilado e bem iluminado, livre de obstáculos ao redor dos equipamentos;
  • Manusear as substâncias químicas com o máximo cuidado;
  • Não respirar vapores e gases;
  • Não provar reagentes de qualquer natureza;
  • Antes de iniciar as tarefas diárias, certifique-se de que haja água nas torneiras;
  • Sempre usar material adequado e seguir o roteiro de aula prática fornecido pelo professor, nunca fazer improvisações ou alterar a metodologia proposta;
  • Ao derramar qualquer substância, providenciar a limpeza imediatamente, utilizando material próprio para tal;
  • Não jogar nenhum material sólido ou líquido dentro da pia ou rede de esgoto comum;
  • Não trabalhar com produtos químicos sem identificação, ou seja, sem rótulo;
  • Ao aquecer qualquer substância em tubo de ensaio, segurá-lo com pinça voltando a extremidade aberta do tubo para o local onde não haja pessoa;
  • No local de trabalho e durante a execução de uma tarefa, falar apenas o extritamente necessário;
  • Nunca apanhar cacos de vidro com as mãos ou pano. Usar escova ou vassoura;
  • Ler com atenção os rótulos dos frascos e dos reagentes;
  • Evitar contato dos produtos com pele,olhos e mucosas, utilizar sempre que solicitado luvas e óculos de segurança;
  • Caso você tenha alguma ferida exposta, esta deve estar devidamente protegida;
  • Manter o rosto sempre afastado do recipiente onde esteja ocorrendo uma reação química;
  • Conservar os frascos de produtos químicos devidamente fechados e não colocar as tampas de qualquer maneira sobre as bancadas. Ela deve ser colocada com o encaixe para cima;
  • Não misturar substâncias químicas ao acaso;
  • É proibido misturar substâncias químicas voláteis fora da câmara de exaustâo de gases;
  • É proibido adicionar água diretamente sobre os ácidos;
  • É expressamente proibido pipetar com a boca;
  • Não usar vidrarias trincadas ou quebradas;
  • As superfícies devem ser descontaminadas pelo menos uma vez por dia e sempre após o respingo de qualquer material, sobretudo material infeccioso;
  • O laboratório deve ser mantido limpo e livre de todo e qualquer material não relacionado ás atividades nele executadas;
  • Para fins de pipetagem, devem ser utilizados dispositivos mecânicos auxiliadores tais como: pêras de borracha, pipetadores automáticos, etc.
  • É proibido o manuseio de maçanetas, telefones, puxadores de armários ou outros objetos de uso comum, por pessoas usando luvas durante a execução de atividades em que agentes infecciosos ou material corrossivo estejam sendo manipulados;
  • Quando necessário, fazer uso de máscara para poeira ou máscara de ar com filtro adequado para o tipo de produto químico que está sendo manipulado;
  • Todos os materiais tóxicos, sólidos ou líquidos, devem ser tratados adequadamente antes do descarte. O material a ser descartado deverá ser colocado em um recipiente à prova de vazamento e devidamente coberto, antes do seu transporte;
  • Sempre após a manipulação de substâncias químicas e antes de deixar o laboratório lavar as mãos;
  • Cada equipe é responsável pelo material utilizado na aula prática, portanto ao término do experimento limpar e guardar os materiais em seus devidos lugares;
  • No caso de quebra ou dano de vidrarias, materiais ou equipamentos, comunicar imediatamente ao professor ou ao técnico responsável;
  • Ao término da aula , desligar todos os equipamentos, fechar pontos de água e registro de gás;
  • Em caso de acidentes, avisar imediatamente o professor ou técnico responsável;
  • O não cumprimento destas normas poderá acarretar punição ao aluno ou à equipe;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LABORATÓRIO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ. Manual de Biossegurança e Segurança Química em Laboratório de Saúde Pública. Curitiba: LACEN,2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Manual de Aulas Práticas de Bioquímica. 4 ed. Curitiba: Editora da UFPR, 1995.
BAPTISTA, Maria João. Segurança em Laboratório Químico. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 1979.